O cara estava lá com cara de pastel olhando a moça na loja da frente. O cara era o carinha que entrega pacote para as duas lojas, por azar o trabalho estava mais pesado do outro lado da rua. A moça não era vendedora, nem faxineira, nem ninguém que não conseguisse gastar uma tarde toda experimentando uma calça numero 38. O moleque ralava pra caramba, sobe e desce na moto levando coisa, desce e sobe da escada colocando caixa. Quase caiu do oitavo degrau ao ver a moça se abaixar para dobrar a barra, não era tão alta nem tão gorda, tinha corpo gostoso de se ver, apreciar até babar na camiseta suja de poeira. Rezava o carinha pra aquele bom corpo precisar também de um bom calçado para a noite que estava chegando. Só ficaria mais feliz se fosse mandado pro outro lado da rua, ficaria contente pra caramba se ela pedisse opinião "como ficou na bunda moço?" . O telefone toca, "é mal sinal, vou ter que sair ", pensa o moço. Seu anjo da guarda resolveu dar uma ajudinha, a moça tinha acabado as compras precisava de ajuda até o carro. Ela sorri ele por fora retribui, por dentro faz carnaval, solta foguete dá pulinhos e cambalhotas. "Me ajuda moço, tá pesado!" Se ela pedisse um beijo no dedinho do pé ele iria lamber. Além de tudo a mulher era gentil cacete, nem pra ser estupida. Chega no carro, ela abre o porta mala e se abaixa, tá tudo ali na sua frente, basta tocar , ele quer muito, não vê mais nada na no horizonte, ela olha para o vidro e percebe, se vira para traz e sorri "coloca a sacola moleque, depois se quiser te dou uma boa gorjeta" foi o que ele queria ter ouvido, "obrigado" foi só isso que ela disse. E afinal o cara voltou a ser o carinha, a moça foi pra noite com suas calças e tudo aquilo que tampava a visão do moleque.
(L.O.F)
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Duais lembranças das coisas que não se afogam em um copo.
É dual...tudo que sinto tem duas caras, dois sentimentos. Um corta, o outro acaricia, aquele espanca este segura, arrasta de volta. O primeiro diz “O que você tá dizendo?” o segundo entrega “se é o melhor então não evita, faz o que tem que fazer, só deixa a luz acesa e a porta encostada, eu vou pra rua”. Logo depois saio pra respirar, fumar eu não fumo, beber só se for algo que preste mas, não é o que quero hoje. Talvez compre uma barra de chocolate, um caderninho e um lápis com grafite preto, pra que eu possa chorar um pouco no papel. Depois eu volto, tomo um café bem amargo, coloco a musica mais triste, abro de novo o caderno, escrevo umas três paginas, me canso, abro a janela, me lembro de você e paro de escrever nos próximos dois dias, que é quando tudo vai doer menos. Prestes de explodir abro o caderno mais uma vez, termino o que estava fazendo. Volto a me deitar pra ver se nos sonhos encontro o que falta aqui. O ponto certo que da final a essa bagunça que chamo de lembranças.
Ouro preto, 27de junho de 2011.
L.O.F
Ouro preto, 27de junho de 2011.
L.O.F
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Se sou.
Se sou o que o que mais sofre não sei,
sou o que pensa no outro, disso tenho certeza.
Sou o que apaga tudo e continua vendo o clarão,
Sou o que ainda sonha com as coisas que já não pensa e quando pensa deseja sonhar.
Sou O que termina escrevendo palavras que não deseja escrever, no fundo.
(L.O.F)
sou o que pensa no outro, disso tenho certeza.
Sou o que apaga tudo e continua vendo o clarão,
Sou o que ainda sonha com as coisas que já não pensa e quando pensa deseja sonhar.
Sou O que termina escrevendo palavras que não deseja escrever, no fundo.
(L.O.F)
quarta-feira, 20 de abril de 2011
O fundo ainda ama.
E de tudo que passamos,
sobrou a saudade das coisas que faltaram.
Agora já, já foi outra História,
o que vivemos está lá e um pouco cá também.
Não pra dizer que não me lembro mais,
tudo ficou lá e cá.
Você nova em mim,
ama que o fundo ainda ama,
amor que o raso joga para o fundo,
e no fundo também ama.
sobrou a saudade das coisas que faltaram.
Agora já, já foi outra História,
o que vivemos está lá e um pouco cá também.
Não pra dizer que não me lembro mais,
tudo ficou lá e cá.
Você nova em mim,
ama que o fundo ainda ama,
amor que o raso joga para o fundo,
e no fundo também ama.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Tive que num certo dia voltar as pazes comigo mesmo, detesto beber cerveja sozinho, podem achar que eu to depressivo, ou infeliz ou mesmo sozinho, pior ainda, podem sentir pena, antes um chute no saco ou um tiro na bunda, pena não. Decidi não ir sozinho pro boteco, comprei uma daquelas revistinhas pornô com aquelas historinhas em que a loira gostosa resolve fazer uma viajem para o interior de minas e encontra um caipira bem dotado que leva ela pro banheiro e ...bom eles não ficam jogando baralho disso vocês já sabem , não vou ficar aqui alimentando a masturbação mental e pós espetáculo de vocês. Era estranho ver como as pessoas me olhavam naquele boteco tão fulera quanto a revista, virei a atração dos dez minutos que levei pra tomar aquela cerveja quente, estavam todos curiosos pra ver toda aquela porcaria, o travesti sentado no balcão á minha frente com certeza achou que eu tava fazendo um esquenta antes de perguntar quanto era a hora. Vi um bando de ogros jogando e perdendo rodadas de truco por não conseguir tirar os olhos das minhas paginas , foi essa uma das poucas vezes que senti a inveja e o desejo da posse, de um olhar que não fosse o de quem os sente profunda e intensamente durante cada minuto de sua vida.
(trecho do texto "Apesar de todos os Erros do mundo em : Um pouco de tudo ", Leonardo Oliveira) .
(trecho do texto "Apesar de todos os Erros do mundo em : Um pouco de tudo ", Leonardo Oliveira) .
terça-feira, 22 de março de 2011
Imagens, sons e Anjos .
Jogada ali no chão ela tenta entender o que aconteceu, a única visão possível é a de um céu que não tem estrelas . Na rua os carros passam lentamente , todos muitos discretos , as pessoas comentam , senhoras tapam os olhos das crianças que estão curiosas, do seu lado alguém diz “calma , calma”. A luz azul dos relâmpagos bate em seu rosto as vezes, ao mesmo tempo ilumina seu corpo molhado por algo que ela nem sabe o que é , um farou auto bate seu rosto , um som estridente acompanha esta chegada. O burburinho aumenta , os carros que antes eram lentos agora param,formando assim um congestionamento talvez não tão longo mas, muito extenso pra seu curto campo de visão . A taboa é colocada, os braçdentro os antes apenas esticados agora estavam presos, o som estridente estava agora de seus ouvidos como algo constante , tudo era branco , todos eram anjos , um apagão acontece, a luz que voltou depois era branca, as paredes também. No corredor uma maca daquelas de rodinha passava , tinha um homem sendo levado por anjos parecidos com aqueles da noite passada, do lado de fora do quarto aquele som estridente voltava ,alternando entre o longe e o perto .
A criação do dinheiro.
È os caras estavam cansados de ficar trocando 30 coelhos por duas vacas , 20 galinhas por dois porcos, tinham os super lucros também tipo 105 ladrões em troca de um político.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
...
Tudo se transforma ao paço que a lua vê o sofrimento daquele que persiste em algo que não se sabe ser realmente , ou que um dia terá a sorte de ser novamente
Seria sorte ? Ou luta de quem vê num ponto branco a luz que iluminaria um mundo todo ? Seria uma esperança guerreira disso sei.
Espada cravada no peito forte e ao mesmo tempo fraco,
persiste em aguenta-la pois acredita , retirada será com as próprias mãos.
Boba ilusão de quem não desiste de amar.
Será este o nome? Sim.
Desinquieta e ao mesmo tempo estagna,
um sonhar que se deseja todos os segundos
Num tempo que não pensei … senti.
Seria sorte ? Ou luta de quem vê num ponto branco a luz que iluminaria um mundo todo ? Seria uma esperança guerreira disso sei.
Espada cravada no peito forte e ao mesmo tempo fraco,
persiste em aguenta-la pois acredita , retirada será com as próprias mãos.
Boba ilusão de quem não desiste de amar.
Será este o nome? Sim.
Desinquieta e ao mesmo tempo estagna,
um sonhar que se deseja todos os segundos
Num tempo que não pensei … senti.
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