quarta-feira, 5 de outubro de 2011

As letras , os pontos e a confusão.

Escrevo um respirar,
respiro uma linha.
Ofegantes letras,
transpiradas por pontos.
Desenho os segundos,
confundo o papel com as tardes, as manhãs com as primeiras linhas,
as madrugadas com os três pontos.
Com as palavras meu sofrer é inverso,
com meu sentir minhas letras ganham significado,
peço que possa escrever, que possam existir sempre as letras,
Como meu presente e meus outros desejos.
O que importa é o desejar e não a simples vontade .

(L.O.F)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

“Decifrando então o tempo, descobri que ele é um templo, de súditos pacientes”.
“Vários sons entrando por minha janela,
retalhos de ruídos costurados pela linha do tempo.
Os anos nada mais são que uma multiplicação dos segundos,
os mesmos que julgamos passar tão rápido.”

quinta-feira, 8 de setembro de 2011


Espetáculo: Apesar dos erros do Mundo em: Um pouco de tudo.
Hora

sábado, 10 de setembro · 19:00 - 20:00
Localização
Sala 35 - Escola de Minas - Praça Tiradentes , Ouro Preto
Criado por
Léo Oliveira
Mais informações
Direção Geral e Iluminação : Luana Crempe.

Direção Musical : Everton José

Dramaturgia e Interpretação: Leonardo Oliveira

Caracterização: Jairo Alna.

Duração: 50 minutos.

FAZENDO PARTE DA PROGRAMAÇÃO DA CALOURADA DE ARTES CÊNICAS.

domingo, 4 de setembro de 2011

O sonho era assim.

Pessoas conhecidas em um cenário com vários portões , aquele tempo que não me lembrava nada. Você na minha frente, distante atravessando os portais. Por minutos nos encontramos e nada importa a não ser o instante segurando tua mão. Me lembro de repente que eu queria lhe perguntar coisas. Você me diz que sonhou um sonho que eu pensava ser só meu, descobri que estivemos no mesmo lugar em tempos diferentes, que dividíamos nossos sonhos. Acordo no meio disso tudo, fecho os olhos e volto ao lugar de antes. Quando te encontro novamente meu peito parece querer explodir, uma outra mulher te toma pela mão, eu confio, deixo , vejo você indo . Nesse instante minhas perguntas pulsão “não dá mais pra esperar tenho que saber”e quando decido então perguntar tudo adormece em volta, te procuro e lá está você sentada sobre uma cadeira branca, apagada, já não posso ver seus olhos. Acordo pela ultima vez, desejo voltar mas, meu sono acaba. O portão para aquele lugar se fecha, hoje descubro que pelo menos por enquanto não posso mais te acordar.

sábado, 9 de julho de 2011

Azar e sorte .

). Antônio vai pra uma festa agropecuária enche o rabo de cerveja e resolve bancar o Schumacher em plena rodovia, nossa que azarado, o caminhão pegou ele de cheio só porque resolveu brincar de dirigir na contramão. Azar porra nenhuma o cara pede, pede não implora pra morrer, “Ei alguém ai no céu, será que dá pra me levar logo, eu vou fazer uma puta cagada que é pra morrer direito”. Os caras tem a cara de pau de por a culpa no azar, quem é o azar? Ninguém! Exatamente, os caras criam um negócio que não dá pra culpar, um negócio que sequer é palpável.

( trecho do solo "Apesar dos Erros do mundo em : Um pouco de tudo Direção Geral: Luana Crempe Direção Musical : Everton José Dramaturgia e Atuação: Leonardo Oliveira )

terça-feira, 5 de julho de 2011

O cara e a moça.

O cara estava lá com cara de pastel olhando a moça na loja da frente. O cara era o carinha que entrega pacote para as duas lojas, por azar o trabalho estava mais pesado do outro lado da rua. A moça não era vendedora, nem faxineira, nem ninguém que não conseguisse gastar uma tarde toda experimentando uma calça numero 38. O moleque ralava pra caramba, sobe e desce na moto levando coisa, desce e sobe da escada colocando caixa. Quase caiu do oitavo degrau ao ver a moça se abaixar para dobrar a barra, não era tão alta nem tão gorda, tinha corpo gostoso de se ver, apreciar até babar na camiseta suja de poeira. Rezava o carinha pra aquele bom corpo precisar também de um bom calçado para a noite que estava chegando. Só ficaria mais feliz se fosse mandado pro outro lado da rua, ficaria contente pra caramba se ela pedisse opinião "como ficou na bunda moço?" . O telefone toca, "é mal sinal, vou ter que sair ", pensa o moço. Seu anjo da guarda resolveu dar uma ajudinha, a moça tinha acabado as compras precisava de ajuda até o carro. Ela sorri ele por fora retribui, por dentro faz carnaval, solta foguete dá pulinhos e cambalhotas. "Me ajuda moço, tá pesado!" Se ela pedisse um beijo no dedinho do pé ele iria lamber. Além de tudo a mulher era gentil cacete, nem pra ser estupida. Chega no carro, ela abre o porta mala e se abaixa, tá tudo ali na sua frente, basta tocar , ele quer muito, não vê mais nada na no horizonte, ela olha para o vidro e percebe, se vira para traz e sorri "coloca a sacola moleque, depois se quiser te dou uma boa gorjeta" foi o que ele queria ter ouvido, "obrigado" foi só isso que ela disse. E afinal o cara voltou a ser o carinha, a moça foi pra noite com suas calças e tudo aquilo que tampava a visão do moleque.


(L.O.F)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Duais lembranças das coisas que não se afogam em um copo.

É dual...tudo que sinto tem duas caras, dois sentimentos. Um corta, o outro acaricia, aquele espanca este segura, arrasta de volta. O primeiro diz “O que você tá dizendo?” o segundo entrega “se é o melhor então não evita, faz o que tem que fazer, só deixa a luz acesa e a porta encostada, eu vou pra rua”. Logo depois saio pra respirar, fumar eu não fumo, beber só se for algo que preste mas, não é o que quero hoje. Talvez compre uma barra de chocolate, um caderninho e um lápis com grafite preto, pra que eu possa chorar um pouco no papel. Depois eu volto, tomo um café bem amargo, coloco a musica mais triste, abro de novo o caderno, escrevo umas três paginas, me canso, abro a janela, me lembro de você e paro de escrever nos próximos dois dias, que é quando tudo vai doer menos. Prestes de explodir abro o caderno mais uma vez, termino o que estava fazendo. Volto a me deitar pra ver se nos sonhos encontro o que falta aqui. O ponto certo que da final a essa bagunça que chamo de lembranças.

Ouro preto, 27de junho de 2011.


L.O.F

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Se sou.

Se sou o que o que mais sofre não sei,
sou o que pensa no outro, disso tenho certeza.
Sou o que apaga tudo e continua vendo o clarão,
Sou o que ainda sonha com as coisas que já não pensa e quando pensa deseja sonhar.
Sou O que termina escrevendo palavras que não deseja escrever, no fundo.
(L.O.F)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O fundo ainda ama.

E de tudo que passamos,
sobrou a saudade das coisas que faltaram.
Agora já, já foi outra História,
o que vivemos está lá e um pouco cá também.
Não pra dizer que não me lembro mais,
tudo ficou lá e cá.
Você nova em mim,
ama que o fundo ainda ama,
amor que o raso joga para o fundo,
e no fundo também ama.